A Bela e a Fera

Nos tempos do VHS me lembro de assistir bastante o filme -ao menos o começo dele antes de cair no sono - e gostar bastante. Depois de velho, fiz uma tentativa frustrada de passar a película para DVD e re-assisti a animação que ganhou um Oscar.

A história original data de 1740, mas nem por isso a Disney deixa de ter créditos pela película. A animação e as músicas são construídas sem deixar a desejar em nada, mesmo mais de vinte anos depois. É, como todo bom filme da Disney, estamos falando de um musical.

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Para quem não conhece, na versão Disney - a mais copiada em peças de teatro - Bela é filha de um inventor, motivo de chacota em sua cidade que, ao fazer uma viagem se refugia no castelo da Fera. Esta era um príncipe arrogante, que tomou esta forma ao tratar de maneira diferente uma bruxa pela aparência que ela utilizava. O feitiço lançado pela bruxa só seria desfeito quando alguém se apaixonasse pela Fera apesar de sua nova aparência. Com o príncipe todos os seus criados também foram enfeitiçados, transformando-se em utensílios vivos conforme sua função no castelo. O feitiço se tornaria eterno assim que a última pétala de uma flor encantada fosse ao chão.

Ao encontrar seu pai doente e aprisionado pela Fera, Bela decide trocar de lugar com ele para que possa se recuperar. Enquanto nossa humilde heroína tenta se adaptar à vida com a Fera - auxiliada pelos outros habitantes do castelo - seu pai retorna à aldeia pedindo por ajuda para resgatar a filha.

Conquistando a confiança da Fera, que vê o tempo passar sem que o feitiço se quebre, Bela ganha liberdade para ver seu pai. Ao chegar à aldeia, a Fera é descoberta por seus habitantes, que decidem matá-la. Liderando-os, está Gastão, um caçador apaixonado por Bela, querendo lhe dar uma vida tradicional.

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Nem é preciso dizer que, sendo um filme infantil teremos um final feliz para os nossos protagonistas, com o feitiço quebrado e o sonho de Bela realizado. Mas não é só isso que faz o filme valer a pena. A mulher fugindo da vida comum de simples dona-de-casa aponta uma pequena mudança na heroína feminina, bem como a sua disposição a viajar sozinha para procurar o pai e a se oferecer a ficar no lugar dele enquanto prisioneira. Não se deixe enganar pelo senso comum; este musical ainda tem muito a oferecer.