Celular
Considerado o rei do terror nos EUA, Stephen King se aventurou no universo dos mortos-vivos criando sua própria espécie de zumbis, que se comunicam através de ondas eletromagnéticas.
À princípio a ideia pode parecer uma revolução tosca para o tema, mas peço aos fãs de zumbi e terror que deem uma chance. A crítica social é perfeita e King não deixa a tensão de folga em nem um momento.
Gosto muito do estilo do escritor, sou a favor de contratá-lo para reescrever livros didaticos e científicos. Tenho certeza que King deixaria qualquer logaritmo interessante. Mas, assim como sua fluidez, sua outra característica marcante também pode ser encontrada na obra: não há um final!
Não estou falando sobre finais abertos, do tipo o mocinho viveu ou não. Falo da ausência de final mesmo, daqueles que parece que alguém arrancou as últimas páginas do livro. Uma mania irritante, com a qual não me acostumei.
Na contramão dos livros de zumbi, aqui temos uma explicação para o surgimento dos carnívoros irracionais e que não vem de vírus ou bactérias. Aliás, esse foi um ponto que muito me impressionou, afinal, foi King que me ensinou a não querer explicação pra tudo na história. Não é necessário. Algumas coisas basta sentir e se divertir. E o livro cumpre bem essa meta.