Django
Django livre foi um filme que assisti inquieto no cinema. Apesar da ótima fotografia e da boa história de velho oeste, não posso dizer que é um filme que eu assistiria e reassitiria. Tarantino, para variar estende a história em alguns momentos desnecessários, como o reencontro do nosso herói com sua esposa. Não precisávamos daquele blablablá todo, bastava mostrar o sujeito depois de alguma “enrolação dramática”. Fazer um diálogo vazio e extenso não transforma o filme em arte.
O nome do personagem principal é uma homenagem àquele interpretado por Franco Nero em uma sequência de filmes de western dos anos 60 considerados cult nos EUA (e que ganharam continuação até o final da década de 80). A impressão que da é que Tarantino tenta sercult. Tenta fazer um filme que seja ao mesmo tempo conceitual e aceito pelo público. Para isso ele mistura os diálogos que explicitam o que deveria ser sutil em cena com o sangue, explosões mirabolantes, sangue, o exagero nas cenas de ação, sangue, muita violência e sangue.

Jamie Foxx e Christoph Waltz. estão bem em seus papéis, mas quem realmente me chamou atenção foi Di Caprio. Nunca fui muito fã de suas atuações, olho pra ele e sinto como se ele estivesse fazendo apenas o básico, como se ele pudesse fazer mais e melhor. Dessa vez, pelo menos, não saí com essa sensação.
Quem gosta de faroeste deve estar acostumado com filmes de longa duração, então não vai se importar com os 164 minutos. Vai se sentir em casa, porque todos os elementos do gênero estão presentes. É mais um para matar o tempo. Quem já não é fã do gênero, melhor procurar outra coisa pra fazer, ou se preparar para se mexer bastante no sofá.