Tiny Toons

Buscando atrair um público mais jovem, a Warner apostou em versões de sobrinhos dos Looney Tunes - se quiser saber porque não são filhos, basta ler o livro “Para ler o Pato Donald” que comentei aqui. Muito parecido com seu antecessor o desenho tem, todavia, além do viés infantil, uma veia mais feminina. As personagens inspiradas e mulheres estão mais presentes e frequentes.

Não há muita mudança estrutural: os coelhos sempre se dão bem, o pato às vezes consegue levar a melhor quando sacaneia o porco, gatos sempre se ferram com passarinhos e ratos. Uma inovação é a minhoca, que faz com que a ave que substitui o Piu-Piu também se dê mal.

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Uma das coisas brochadas da atração é o Cuco. Com seu mundo psicodélico ele faz com que os outros personagens sintam a irrealidade que temos ao assistir o desenho. Não é, porém, tão fora do que estamos acostumados a ver nos desenhos; acredito que o potencial dele foi sub-utilizado.Outro personagem original é Felícia, que não tem ódio: seu problema está no excesso de carinho. Se destacou tão bem que ganhou um crossing-over com outro desenho da casa.

Descansou a imagem do original mas manteve algumas fórmulas cansativas, com medo de explorar o novo. Poderia ganhar um remake que desse um upgrade. Mesmo mediano o programa ganhou vida própria e mais jogos de videogame que seu antecessor.