Tom & Jerry

A violência dos desenhos antigos é alvo de críticas. Tenho um amigo que diz ter sonhado por anos a fio com Tom virando linguiça na boca do buldogue que protegia Jerry. Nunca tive qualquer problema ao assistir, adorava a perseguição. Principalmente porque, por algumas vezes, Tom conseguia se dar bem.

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A perseguição do gato ao rato sempre tinha um elemento surpresa. Eram dinamites, pancadas com panelas…me diverti com as mais variadas situações em que víamos a guerra entre os dois: podiam ser mosqueteiros, estar em um restaurante chique ou tocando Mozart. Os coadjuvantes como a dona do Tom, o cachorro, seu filhote, o ratinho cinza de fraldas, o pato, os gatos do beco, amigos “má-influência de Tom” sempre eram um acréscimo.

Era a criatividade de Jerry para escapar de Tom que me cativava. Um aspirador com um lençol virava um fantasma; o pernil que o rato queria roubar, facilmente virava uma arma para depois ser comida. Havia também os elementos imaginários, como a tinta invisível, que tornavam tudo ainda mais divertido. T&J saíam do lugar comum. Não era apenas um gato bípede atrás de um rato igualmente bípede.

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Outra coisa que a dupla me acrescentou foi a questão da percepção da produção e dos traços do desenho. Os episódios do Fred Quimby era incríveis, enquanto o Chuck Jones eu sabia que seria, no máximo, mediano. Tom e Jerry não é Tom e Jerry independente de quem produza. (o que serve pra todo e qualquer programa)

Inocente - ou não - violento (or not), o desenho entrou para uma lista de clássicos que inspirou diversos outros cartoons. Quem não viu na infância, ainda há tempo. E me diga se você não viu os recursos deles em um dos desenhos que assistia.