X-men
O meu primeiro livro publicado é de super-heróis. Poderia ter sido sobre um roubo, sobre zumbis, sobre o Saramago (projetos que tenho engatilhados) mas foi Os Guardiões que saiu primeiro do forno. Por que? Acho que, em grande parte, graças a esse grupo que esteve presente pela minha vida. Por isso, resolvi dedicar uma semana de postagens a eles, em jogos, filmes, livros, enfim, nos temas que sempre posto.
Comecemos pelo primeiro filme dos mutantes, lançado no ano 2000. Com orçamento baixo e uma história batida, a ideia do diretor era fazer um filme que desse confiança para que a franquia tivesse investimentos para futuras películas. Deu certo.
Neste universo os mutantes (termo dado a quem nasce com o gene alterado e, consequentemente, com poderes dos mais variados, como controlar o clima ou mover as coisas com a mente) são uma evolução do homo sapiens e, por isso, caçados e temidos.
Charles Xavier fundou uma escola para ensinar mutantes a controlar seus poderes, tentando também doutriná-los em uma ética pacifista. Seu amigo de longa data Erick Lansher, no entando, não partilha dessa visão. Para ele, que foi caçado pelos homens desde pequeno, o homo superior, nome dado aos mutantes, deve eliminar o homo sapiens, antes que esse tente eliminar o próximo passo da evolução.

O primeiro filme traz esse embate entre os X-men do Professor X e Magneto. (ah sim! Os codinomes são como um “re-batismo” daqueles que se descobrem homo superior)
Como o orçamento era apertado, o filme teve cinco de seus X-men mais famosos (Ciclope, Tempestade, Jean, Wolverine e o Professor X) e Vampira no elenco central. Quem conhece sabe que isso é uma redução. Eu poderia citar vinte X-men famosos sem precisar pensar muito. Do lado de lá, Magneto é acompanhado por Grouxo, Dentes-de-Sabre e Mistica.

As atuações são ótimas, com Hugh Jackman ficando mais musculoso ao longo do filme, Ian Mackellen num Magneto perfeito e Patrick Stewart num Professor X impecável. O melhor, contudo, ainda é a Mística, que precisava de oito horas de maquiagem para gravar nua.
Não é um “filmão”, mas pra quem gosta de super-heróis vale a pena assistir. Até porque, foi esse grupo de heróis que abriu as portas para as outras adaptações dos quadrinhos que pipocaram - a ainda pipocam - por aí.